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[OPINIÃO] I.A no rock é aceitável?

    Olá, meus caros leitores e leitoras por todo o Brasil! Faz algum tempo desde que postei algo aqui no blog, mas estava com dificuldade em achar um assunto que fosse devidamente relevante para a comunidade e após passar as últimas semanas antenada nas redes sociais, me veio a seguinte reflexão: I.A no rock é algo aceitável?
    Precisamos colocar as cartas na mesa, afinal, a inteligência artificial se tornou uma ferramenta útil e que veio para ficar no nosso cotidiano. Não podemos ignorá-la, ainda mais em nossos trabalhos comuns. Dentro de um escritório, onde as demandas possuem um fluxo muito grande e requer mínimos detalhes, essa ferramenta se torna necessária para auxiliar a produtividade. 
    Agora, devemos lembrar que a I.A não cria nada. Ela usa um banco de dados, certo? Mas pessoas estão usando desse auxílio para se dar a impressão de que conseguem inventar algo sem esforço. Então, não venham querer tentar me convencer do contrário, pois "arte de I.A" não existe. Sendo assim, música de inteligência artificial, pôsteres, fotos, elas não são legítimas e nunca serão. Tudo parte do princípio do que já foi criado, dentro daquele padrão, e faz-se o uso de uma cópia descarada. Assim como aqueles memes onde se pedem para I.A fazer uma música de comentários do TikTok, onde as canções são tão idênticas à certas outras do gênero, que é possível até dar o nome do qual aquilo foi copiado.
    Além do mais, ao recordar o passado do rock 'n' roll e suas vertentes, tudo está atrelado a expressão de cultura e opinião, sentimentos e valores (mesmo que nem sempre bons). Toda a arte em vestimentas, rebeldia, opinião nos anos 70, que posteriormente deram lugar a vertentes específicas como black, thrash e speed metal, depois ao death e numetal, torna-se nada mais que um deboche para quem acha que pode criar arte com I.A.
"Capa" de álbum da banda Stryper, feita por I.A.

    O universo dentro do rock passa por vários caminhos além da música, onde a semiótica é tão importante quando o que ouvimos. Ou seja, criar uma capa por I.A, um cartaz por I.A, uma foto da banda por I.A, é um desperdício de tempo total. É abandonar a verdadeira criação, o verdadeiro valor da arte e de quem sabe produzir, sem contar a forma escarrada de pão-durice que se apresenta, pois percebe-se o quanto é negado o pagamento digno àqueles que merecem.
Publicação da revista M.A.D, 2025.
"Lembre-se de sempre pagar para artistas de verdade. Eles odeiam desenhar mãos tanto quanto I.A - mas diferente da I.A, eles contam."


    O plágio é a ferramenta dos fracos, e a inteligência artificial é a do preguiçoso idiota.
    Lembrando que não estou demonizando o uso de inteligência artificial. É uma ótima ferramenta, que pode auxiliar nos estudos e trabalho, mas que precisamos saber usar e dosar. Não coloque suas fotos, eles vão usar seu rosto para criar futuras imagens; Não coloque sua música para simular o que o público irá pensar, pois será usado na produção de outras músicas; Não coloque seu texto, ou composição ali, porque vai ser usada para criação de outra pessoa; e mais importante: tudo isso SEM o seu consentimento e sem os devidos créditos.
    Ademais, no que se mantém em criações humorísticas, essa ferramenta é ótima, mas jamais deveria ser conteúdo para perfis divulgarem como se fossem algo real. Não percam seu senso de realidade, pessoal. Permaneçam nas produções de verdade.

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